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Sociedade Carente de Articulação Etico-Política 17/10/2009

Posted by sergioreis86 in Uncategorized.
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A ética, que é uma área claramente filosófica, e a política são dois conceitos que se encontram ligados já desde o tempo da Grécia Antiga. Nessa época estas duas áreas chegaram mesmo a ser confundidas. Ambas estão associadas à colectividade e relacionadas com a vida social. Mas a realidade é que estes dois conceitos têm vindo a distanciar-se cada vez mais com o decorrer do tempo.

A ética da responsabilidade que rege o comportamento humano, que nos diz o que é aceitável ou não por parte da sociedade, não é a mesma que condiciona as acções dos políticos. Talvez possamos mesmo afirmar que cada vez mais a política e os comportamentos que lhe são inerentes estão cada vez mais desprovidos da componente ética. É permitido afirmar isto, uma vez que a democracia e a política deveriam visar o bem público e na realidade não é isso que acontece.

Esta situação deve-se ao facto de as acções na política serem regidas por uma ideia generalizada de que “os fins justificam os meios”. Esta ideia, na minha opinião, encontra-se totalmente incorrecta e deveria ser extinta, uma vez que o nível de insatisfação da sociedade tem vindo a aumentar em larga escala com o passar do tempo. Cada vez mais a população está cansada de assistir á falta de moral de políticos destituídos de valores éticos, uma vez que são eles os responsáveis pelo destino de milhões de pessoas.

Senão vejamos: será que é legitimo o politico efectuar promessas mesmo que não pretenda cumpri-las, apenas com o intuito de ganhar votos e consequentemente o seu bem pessoal? Até que ponto é verdadeiro o comportamento de um político, uma vez que sabemos de antemão que eles desempenham um papel anteriormente treinado e moldado, com o intuito de convencer a população? Será que ocultar meios é legítimo desde que a população fica agradada com o fim? Até que ponto os políticos são verdadeiros? Os fins justificam realmente todos os meios? Até que ponto é genuína a imagem do político uma vez que ela foi cultivada?

Na maioria das vezes a ocultação dos meios e dos próprios fins não é do conhecimento da sociedade e por isso não são condenados diversos actos políticos. Mas sabemos que na realidade diversos discursos contêm valores aceites moralmente, mas o objectivo deles é o poder e enriquecimento pessoal de quem os profere. Temos também conhecimento que para atingir determinados fins políticos existem muitas vezes comportamentos corruptos e de suborno. Existem igualmente situações em que na política aquilo que se defende num dia, no dia seguinte defende-se o oposto. Resumindo, a política e a democracia, que surgiram para promover o bem público, assumem actualmente valores e comportamentos condenáveis em que o político deseja essencialmente o seu bem pessoal e permanência no seu posto privilegiado.

A ideia de bem público é muitas vezes explicação para diversas acções, embora geralmente esta ideia não seja utilizada correctamente, uma vez que o bem público não será nunca o enriquecimento pessoal de apenas algumas pessoas a qualquer custo.

Todas estas situações ligadas à política e aos chefes de estado mundial levam à própria degradação social. Como temos visto, o desemprego e a marginalidade têm aumentado ao longo dos anos. Estas situações são derivadas de uma má gestão dos países. A melhoria do país deveria ser a preocupação real dos políticos e não o aumento e fomento da riqueza pessoal.

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