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Câmaras…Luzes…Directo…. 14/03/2009

Posted by sergioreis86 in Uncategorized.
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         Antes de mais, e antes de referir o motivo, quero agradecer à pessoa que tornou isto possível! Sim tu! Quero agradecer-lhe por me sergio_reis3ter dado a ideia, por me ter apoiado e dado toda a força e por me ter transmitido calma, mesmo quando o meu coração batia desenfreadamente.

         Quero também agradecer a todas as outras pessoas que me desejaram sorte e me apoiaram. E por fim, também às pessoas que apostaram em mim, as quais espero não ter defraudado. Mas acima de tudo, quero agradecer-te a ti, e tu sabes bem que sem ti nada teria acontecido!

         Posto isto, vou tentar descrever, o melhor possível, o porquê deste dia ter sido muito especial.

         Basicamente, porque foi a primeira vez que falei para uma câmara de filmar. Mas é muito mais complexo que isso.

         Começando pelo dia em que esta aventura teve inicio. Foi-me proposto realizar o casting para pivô do Jornal Universitário da UTAD. Após ter negado inicialmente, decidi concordar, pois sempre tive curiosidade pelo mundo das câmaras, apesar de achar que não teria nem jeito, nem qualidades necessárias para desempenhar tal papel. Mas uma pessoa nunca perde em tentar, se for uma boa causa! Foi isso mesmo que pensei! E assim saberia qual a minha situação nesta área.

         Pois bem, após a realização do casting, passei uns dias a perguntar-me qual seria o resultado, porque até me tinha corrido bem, e a pessoa que me aconselhou, disse que lhe tinha agradado.

         Passado cerca de duas semanas, e sem conhecer o resultado do casting, tinha esperanças diminutas em relação à conquista do lugar. Eis que, segunda-feira de manha, o docente responsável me questionou se poderia estar no estúdio na parte da tarde, onde se gravaria o programa ÀGORA, ao qual disse prontamente que sim. Sem mais informações, decidi questionar o docente sobre que tarefa me esperaria na parte da tarde, do qual recebi a resposta: “vais aprender a ser pivô!”.

         Almocei tranquilamente, e mesmo feliz, não esperava a resposta que receberia mais tarde (nem eu, nem quem me acompanhava!)

         Dirigi-me então ao estúdio, onde as pessoas que me acompanhavam me deixaram ali só, entregue a um mundo onde pouco à-vontade sentia, para irem comprar um quadro branco.

         Via toda a azáfama e preparativos para a gravação do programa encostado a um canto, até que a pivô desse programa me perguntou se eu seria o novo pivô. Neguei prontamente essa situação, pois nunca pensaria que tal viesse a acontecer. Passado uns minutos, ouvi a voz do professor a entrar-me pelos ouvidos e mesmo assim não quis acreditar:” Sérgio esta é a Marta. Marta este é o Sérgio. Vocês são os pivôs do Jornal Universitário de quarta-feira!”.

         Sem nada a que me agarrar, acho que mudei de cor várias vezes nos minutos seguintes. Desde logo imensas emoções me passaram pela cabeça…A vontade de talvez desistir…O pensamento de não ter capacidades para a tarefa… o medo de errar…o medo de não atingir as expectativas…o medo de envergonhar uma pessoa muito especial…o receio de me envergonhar a mim próprio…mas por outro lado, surgiu o orgulho…a felicidade…a alegria de o ter conseguido graças a alguém…e o medo e o receio, transformaram-se em vontade de orgulhar essa pessoa, que nunca me cansarei de referir pois ela é a razão de tudo…de me orgulhar a mim próprio… de fazer ver a certas pessoas que sou capaz…de satisfazer tudo aquilo que me pediram…e atingir tudo aquilo que os responsáveis desejavam ao depositar a confiança em mim…

         Foi-me confiada, após o programa, a responsabilidade de contactar os convidados a estúdio, tarefa em que confesso, não fui lá muito bem sucedido…isto enquanto tentava abster-me da preocupação sobre o verdadeiro desafio que se me iria deparar na quarta-feira.

         Terça -feira, novo dia, mais ansiedade, mais preocupação, mas ao mesmo tempo tornava-se mais empolgante, apesar de todo o stress. Obvio que tentei não dizer a ninguém a tarefa que me tinha sido encarregue, mas alguém tratou de o fazer…durante a tarde, começou aquilo que se pode chamar de nervosismo de principiante, pelo menos no meu caso…ver peças, ler textos, elaborar o guião…guião esse que eu nem conhecimento tinha de que ele existia…ao fim do dia, lá apareceu o guião preparado, o cansaço e o nervosismo a aumentarão exponencialmente. Valeu uma vez mais o apoio de todos, mas em especial de uma pessoa, que me apoiou em tudo e que esteve sempre ao meu lado dando-me toda a força.

         Chegado a casa, ainda algumas horas de dedicação me esperavam… estudar varias vezes o guião, para que no dia a seguir, o Jornal corresse o melhor possível…Após o estudo intensivo do guião, poucas horas de sono me esperavam, porque “supostamente” teria aulas as 8h no dia seguinte.

         Após uma noite mal dormida (parece-me que a todos que me lêm, aconteceria o mesmo!)…Chegava portanto o grande dia…acordar cedo, para tratar da imagem, e não descuidar nenhum pormenor, para que na hora tudo saísse como todos desejavam…por volta das 11.30h dirigi-me ao estúdio pela primeira vez nesse dia…a azáfama e o stress que por ali se vivia, era enorme…peças a serem acabadas…voz-off  a serem feitas…a minha colega pivô com a tarefa ainda mais complicada (algo que me espera da próxima vez!)…imensa gente, procurando que à tarde o Jornal Universitário estivesse no ar, a horas e com toda a informação e condições necessárias! Após saber que a minha presença ali nada facilitaria, rapidamente me afastei daquele stress, pois na minha cabeça já existia confusão suficiente, e o meu coração já batia ansiosamente forte de mais, para aumentar ainda o nervosismo…

         E porque isto de ser pivô também dá fome, porque não o sempre habitual peixinho frito da cantina de Prados da UTAD? Confesso, apesar da intenção de comer, nada me entrava no estômago…o nervosismo era mais forte…ainda restavam umas horas para um treino mais intensivo do guião e para me acalmar, algo que viria a ser preponderante…para isso, contei com a ajuda da sempre companheira de todas as horas, que me ajudou imenso e do apoio de outras pessoas amigas…

         Naquele momento, os nervos e a ansiedade apoderavam-se da minha mente, e o receio de errar voltava outra vez a assombrar-me o pensamento…mas porque não procurar a calma no que nos deixa mais tranquilo? Foi assim que fui ficando melhor e passando o meu nervosismo, para quem ali me acompanhava…

         Por volta das 14.30h, hora do (único!) ensaio em frente às câmaras (foi aqui a primeira vez que falei para uma câmara)…e tenho quase a certeza que foi a primeira vez que falei para um microfone, excluindo aqui o dia do casting ,que anteriormente referi…

         Segundo os responsáveis, o ensaio decorreu muito bem, e por isso iríamos passar uma hora de seca à espera da hora do Directo…nada disso! Nervos à flor da pele…vestir, prepara tudo…e esperar um sinal que chegasse, que me transmitisse segurança e que me convencesse que iria correr bem…pois bem, ele chegou por volta das 15.30h…a calma começou a ganhar ascendente sobre os nervos…15:45h…não há tempo para ir buscar uma garrafa de água…alguém o faz por mim…entrada para o estúdio para ultimar detalhes…ouve-se uma voz…10min…5min…estudar pela ultima vez o guião…desejos de boa sorte…estreia em televisão…2min…uns sorrisos…uns receios e nervos na cara de outros…por incrível que pareça os nervos dão-me para cantar, e a canção “Todas as ruas do amor” não me saia da cabeça…segundo o responsável João Simão, os 5min antes do Directo são para descontrair e foi isso que procurei…transmitir confiança, a quem depositou em mim esperanças…

         Às 16h em ponto…”eu sou a Marta Varela…e eu o Sérgio Reis. Sejam bem-vindos…”. Pausas para peças, eram imediatamente aproveitadas para corrigir coisas, para beber água, rever o guião…mas acima de tudo, transmitir confiança entre toda a equipa, pois segundo os responsáveis estava a correr “espectacularmente”…16.30h…vamos lá…últimas falas…“isto está óptimo”…”um sorriso para fechar em beleza”…”vamos pró ar, atenção Marta”…30s…10s…5s…”Até lá!”

         Terminado o Jornal Universitário, a reacção imediata foi procurar a cara onde eu ia ver como me tinha portado…a reacção foi boa…o sorriso fez-me ficar tranquilo…procurava também a reacção de toda a equipa…eram via-se pessoas a bater palmas…ouviam-se palavras como “espectacular” e “parabéns”…e apoderava-se de mim um sentimento de felicidade, orgulho e de dever cumprido, que muito dificilmente é possível explicar…

         Sai do estúdio e procurava o abraço da pessoa responsável por tudo isto…gesto esse que essa pessoa correspondeu, com um sorriso enorme…Após todo o trabalho, elaborado por todos, o sentimento de felicidade é facilmente visível na cara de toda a gente!

         Gostaria de citar uma pessoa que ajudou muito, pois a sua opinião tem também um grande peso:

“Vocês estão num nível óptimo…isto foi espectacular…muito bom mesmo…se conseguirem melhorar ainda mais………vocês ficam bem acima….num patamar muito alto…”

Menino Nelson

 

         Dia 18 será a outra dupla de pivôs a apresentar o Jornal, com a mesma qualidade. E dia 25 cá estarei para vos contar como será a segunda experiência em frente as câmaras! Vamos fazer força para que, no mínimo seja tão boa como a primeira, mas prometo-te que darei tudo para melhorar ainda mais a minha prestação!

         Foi um dia muito especial e por isso achei por bem partilhá-lo e dar a conhecer um pouco aquilo que de melhor passei nesse dia, aconselhando a que quem tenha oportunidade, não a desperdice, seja em que situação for!

Agradeço mais uma vez a todos que me apoiaram e concederam esta oportunidade, e em especial a ti, porque simplesmente és especial!

 

ATÉ LÁ!

Comentários»

1. Sombrero - 15/03/2009

Wow, que relato emocionante, sentido e apaixonado!

Caro Sérgio, os meus parabéns por tamanho feito. Espero sinceramente que continues no caminho da glória junto de quem amas e, um dia, serás grande!

Abraço!

2. Duarte Dias - 22/03/2009

Parabéns Sérgio. De facto, tanto tu como a Marta estiveram muito bem. Continuem sempre assim. Tens razão, as oportunidades não se devem desperdiçar. Devem ser bem aproveitadas e não devemos colocar demasiada pressão em nós próprios, corremos o risco de a fazermos passar também para os outros. O essencial é acreditar naquilo que somos, independentemente de A ou B acharem ou fazerem pressão para o contrário. Se mostrarmos apenas aquilo que somos já somos muito, e em algum momento devemos ter receio de o mostrar. Abraço


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