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Sociedade Carente de Articulação Etico-Política 17/10/2009

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A ética, que é uma área claramente filosófica, e a política são dois conceitos que se encontram ligados já desde o tempo da Grécia Antiga. Nessa época estas duas áreas chegaram mesmo a ser confundidas. Ambas estão associadas à colectividade e relacionadas com a vida social. Mas a realidade é que estes dois conceitos têm vindo a distanciar-se cada vez mais com o decorrer do tempo.

A ética da responsabilidade que rege o comportamento humano, que nos diz o que é aceitável ou não por parte da sociedade, não é a mesma que condiciona as acções dos políticos. Talvez possamos mesmo afirmar que cada vez mais a política e os comportamentos que lhe são inerentes estão cada vez mais desprovidos da componente ética. É permitido afirmar isto, uma vez que a democracia e a política deveriam visar o bem público e na realidade não é isso que acontece.

Esta situação deve-se ao facto de as acções na política serem regidas por uma ideia generalizada de que “os fins justificam os meios”. Esta ideia, na minha opinião, encontra-se totalmente incorrecta e deveria ser extinta, uma vez que o nível de insatisfação da sociedade tem vindo a aumentar em larga escala com o passar do tempo. Cada vez mais a população está cansada de assistir á falta de moral de políticos destituídos de valores éticos, uma vez que são eles os responsáveis pelo destino de milhões de pessoas.

Senão vejamos: será que é legitimo o politico efectuar promessas mesmo que não pretenda cumpri-las, apenas com o intuito de ganhar votos e consequentemente o seu bem pessoal? Até que ponto é verdadeiro o comportamento de um político, uma vez que sabemos de antemão que eles desempenham um papel anteriormente treinado e moldado, com o intuito de convencer a população? Será que ocultar meios é legítimo desde que a população fica agradada com o fim? Até que ponto os políticos são verdadeiros? Os fins justificam realmente todos os meios? Até que ponto é genuína a imagem do político uma vez que ela foi cultivada?

Na maioria das vezes a ocultação dos meios e dos próprios fins não é do conhecimento da sociedade e por isso não são condenados diversos actos políticos. Mas sabemos que na realidade diversos discursos contêm valores aceites moralmente, mas o objectivo deles é o poder e enriquecimento pessoal de quem os profere. Temos também conhecimento que para atingir determinados fins políticos existem muitas vezes comportamentos corruptos e de suborno. Existem igualmente situações em que na política aquilo que se defende num dia, no dia seguinte defende-se o oposto. Resumindo, a política e a democracia, que surgiram para promover o bem público, assumem actualmente valores e comportamentos condenáveis em que o político deseja essencialmente o seu bem pessoal e permanência no seu posto privilegiado.

A ideia de bem público é muitas vezes explicação para diversas acções, embora geralmente esta ideia não seja utilizada correctamente, uma vez que o bem público não será nunca o enriquecimento pessoal de apenas algumas pessoas a qualquer custo.

Todas estas situações ligadas à política e aos chefes de estado mundial levam à própria degradação social. Como temos visto, o desemprego e a marginalidade têm aumentado ao longo dos anos. Estas situações são derivadas de uma má gestão dos países. A melhoria do país deveria ser a preocupação real dos políticos e não o aumento e fomento da riqueza pessoal.

Interesse Público ou Privado? 15/10/2009

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A instituição Sport Lisboa e Benfica emitiu ontem , dia 13 de Outubro, através do seu director de comunicação, João Gabriel, um comunicado. O objectivo do mesmo era defender o clube contra as acusações que têm sido feitas em relação à restrição em determinadas situações a determinados jornalistas, mas especificamente a profissionais da TVI.

Na minha opinião, relativamente a estes episódios que têm acontecido, as duas partes envolvidas não estão a agir correctamente. Com isto, pretendo afirmar que tanto o SLB como a TVI não estão a tomar as melhores opções, sendo que quem sai prejudicado nesta situação são as pessoas alheias à confusão e que apenas pretendem ter informação sobre o clube.

Resumindo esta discrepância, tratando-a de forma séria, tendo em conta o Estatuto do Jornalista e a ERC, não será apenas uma questão de os possíveis assuntos serem de interesse público ou não? Até que ponto os assuntos da instituição Sport Lisboa e Benfica podem ser considerados um bem público? Penso que ao responder a estas questões, facilmente será tomada uma decisão final quanto a este tema.

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UTAD combate propagação do vírus H1N1 08/10/2009

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Neste começo do ano lectivo 2009/2010 que teve inicio no passado mês de Setembro, época crítica em relação à possível transmissão da Gripe A, a Universidade de Trás-os-Montes demonstra estar bem preparada para prevenir e mesmo para resolver casos de contaminação que eventualmente possam ocorrer.

Nesta época que agora iniciou existe enorme convivência entre alunos e ocorre também maior contacto físico devido a tradições académicas, como é o caso da “praxe” por exemplo. Além deste facto, destaca-se também a chegada de diversos alunos provenientes de outros países e que aumentam assim a possibilidade de propagação do vírus.
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Sustentabilidade do Douro 04/10/2009

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     Recentemente assisti a um interessante seminário no Museu do Douro, situado na cidade do Peso da Régua, promovido pela Universidade Aberta, que teve como tema principal o “Desenvolvimento Local e Sustentabilidade”.

*Cais do Peso da Régua

*Cais do Peso da Régua

     Foi durante o debate que me apercebi infelizmente que na realidade a nossa sociedade continua a caminhar com base naquele provérbio português “o rico cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre”.

      Muitos temas foram abordados e debatidos ao longo do seminário, desde as grandes empresas como a SOGRAPE até ao tão referido turismo de luxo. E ao longo das explanações e dos debates fui enriquecendo a minha opinião sobre o pertinente tema da sustentabilidade do Douro.

     Muito há a referir sobre este assunto mas existem alguns aspectos deveras importantes que não posso deixar de mencionar e opinar. Será que o turismo de luxo é sustentável? Será que devemos dar prioridade às 5 estrelas e “esquecer” todas as outras pessoas que também deveriam ter acesso a esta maravilha que é o Douro – Património Mundial? Será que o pobre agricultor e os vitivinicultores irão beneficiar com o turismo de luxo? Será que a população em geral irá beneficiar com este mercado? Muitas pessoas defendem que sim, mas na realidade eu encontro-me em total desacordo.

     Na minha opinião, a região demarcada do Douro é das mais lindas de todo o país e uma das mais belas de todo o mundo. Uma paisagem única e maravilhosa que infelizmente “poucas” pessoas puderam até hoje admirar. Como tal, penso que seria benéfico para todos adoptar uma estratégia de mercado que englobasse todos os níveis da sociedade e não apenas pessoas com elevado poder económico. Além de não ser um mercado abundante (ainda para mais em tempo de recessão económica), caso a preferência recaísse no turismo de luxo, as pessoas com menos poder de compra não teriam nunca acesso a esta região maravilhosa. Facto que me entristece, uma vez que acredito que esta região será tanto mais importante quanto mais divulgada for, não só pelo mundo, mas essencialmente por todo o nosso país (infelizmente a grande maioria da população portuguesa desconhece a beleza desta região).

     É verdade que a região, tal como dizem os peritos, é um alvo por excelência para o investimento. Mas lembro também que a beleza natural (e com isto, refiro-me às vinhas e não às edificações existentes) não deverá ser alterada nem degradada. Com todo o movimento que algumas pessoas pretendem para a cidade, existirão também consequências inerentes. A população do Peso da Régua já constatou que por exemplo o rio Douro se encontra cada vez mais poluído. É um facto inegável! Com o aumento de navegação e utilização do rio, está inerente a consequente poluição. Ora, será que é vantajoso, tal como várias pessoas afirmam, aumentar o fluxo de embarcações do rio? Até que ponto as pessoas estarão dispostas a degradar o meio ambiente para ter um negócio um pouco mais rentável? Pois, talvez para as pessoas que não nasceram e cresceram nesta região seja fácil e vantajoso degradar esta paisagem natural, uma vez que quando não existir aqui lucro, procurarão outras regiões para explorar. Mas para as pessoas que aqui nasceram, ajudaram e ajudam com o seu “sangue, suor e lágrimas” a construir esta maravilha que hoje podemos ver, será o destruir daquilo que, desde há séculos, várias gerações de famílias lutaram por construir.

     Por fim, torna-se indispensável debruçar-me sobre outra questão. Será que os pequenos agricultores do Douro vão ganhar algo com o referido turismo de luxo? Será que os presidentes dos países e empresas vão comprar batatas, azeitonas e uvas a esses pequenos agricultores? Será que os hotéis vão adquirir esses produtos ou optar pelas habituais grandes superfícies comerciais? Na minha opinião, é obvio que no mínimo o pobre continuará a ser pobre e não beneficiará em nada com este tipo de turismo. Além disso, existe um nível grande de pobreza, uma vez que muitas pessoas ainda nem sequer têm acesso ao saneamento básico. Talvez seja bonito para o turista ver que as pessoas ainda moram como antigamente, mas para essas pessoas que habitam nestas condições desumanas, acredito que não seja minimamente agradável. Portanto, torna-se necessário apoiar os habitantes da cidade e investir também em outro tipo de turismo para que o pequeno comércio possa também sobreviver.

     Mais uma vez irei reforçar que as opiniões e acções devem ser bem ponderadas porque não podemos “olhar só para o nosso umbigo”. Não se pode pensar em grande quando ainda existem muitas pequenas e básicas coisas a fazer! Na minha opinião a sustentabilidade passa por primeiramente resolver então esses pequenos défices em algumas áreas, para depois a região poder pensar mais alto. Isso sim, parece-me “sustentável”!

     Apelo aos responsáveis por esta região, pela qual sinto um encanto especial, que não permitam que o Douro seja degradado por pessoas oportunistas e que pretendem enriquecer sem olhar a meios nem aos demais.

     Por fim, deixo uma palavra de carinho e admiração por todas as pessoas que tornaram possível a formação desta paisagem maravilhosa, que nos enche de orgulho por ser única no mundo.

 

* Fonte: http://files.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/peso-da-regua-rio-jpg

Poderão ler o artigo de opinião também em:

 http://www.diariodetrasosmontes.com/cronicas/cronicas.php3?id=1061&linkCro=1

 

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